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quarta-feira, 17 de março de 2010

Peleja do Capital - Parte 01

É mais do que notável e percebido por todos e todas, os rumos tortuosos que o sistema capitalista enfrenta nesse século. A crise que se instala a décadas nesse sistema "falho", onde mais tem menos e menos tem mais, vai se encaminhando para um buraco negro de proporções gigantescas e caótica.
O sonho instalado pelo sistema de que todos podem ficar ricos um dia, já começa a ruir. Aos poucos as pessoas despertam desse sono profundo e começam a buscar resoluções.
No ano de 2009, os Estados Unidos, a maior potência capitalista do mundo, entrou numa crise nunca vista até aquele momento por nós pobres mortais. Índices anormais de desemprego, manobras políticas de preservação dos banqueiros e dos ricos, escancaradas na cara do povo, que do outro lado começou a sair às ruas, memo que em pequenas escalas.
No Brasil, dinheiros nas cuecas, nos paletós, sistema de segurança publica corrupta, crianças sem merenda na escola. Tudo isso reflexo da crise mundial desse sistema que se implantou com base na ambição, na mesquinhez, no lucro descontrolado.
Em Natal, capital do Rio Grande do Norte, professores da rede municipal de ensino, entraram em greve. Dentre varias reivindicações estava a de sempre de todo proletariado do mundo, o aumento de salário. A prefeita da cidade perseguiu os professores "comprando" liminares judiciais tentando invalidar a greve. Fizeram de tudo. No dia de ontem, os grevistas se entregaram e acataram uma proposta ridícula da prefeitura. Professores indignados passaram o dia de todo batendo cabeças contra eles mesmos. E o sindicato no qual teoricamente existe pra representar a classe, foi quem, com "medo" assinaram o fim da greve.
Estamos diante de mudanças dos tempos. Apocalipse? Quem sabe? O que sabemos é que do jeito que está não pode continuar. 
Esse ano tem eleição, tem copa do mundo, políticos virão à casa do povo com camisa da seleção brasileira pedir voto. Não dá mais pra acreditarmos nisso! Eleição não resolve nada, só colocamos outro em busca de dinheiro e de poder próprio. 

Até quando?
...Continua no próximo capitulo



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

POEMIA DO MUNDO EM RECIFE-PE


Os Atos Cenopoéticos - da Poemia do Mundo estará em Recife, dia 14 de dezembro de 2008, no Bar e Restaurante Mamulengo, na Praça do Arsenal, lá no cais do Apolo, durante o festival de teatro de rua que anualmente acontece na capital pernambucana. O espetáculo improvisado por Júnio Santos, Ray Lima, Filippo Rodrigo, Johnson Soares, Robson Cavalcante e Joelson Souto é uma radicalização da linguagem cenopoética que ousamos chamar de desafio de repente. A soma de repertórios poéticos, musicais, dramáticos, circenses, visuais e muita criatividade faz de "A Poemia do Mundo" uma mistura deliciosa de arte e reflexão sobre o mundo e a vida com intensa interativade entre os cenopoetas e a gente presente.

domingo, 21 de setembro de 2008

NO REINO DAS CONTRADIÇÕES...

“As Contradições São As Nossas Esperanças”

(Bertolt Brecht)


Para mim é impossível não concordar com a afirmação do Brecht, principalmente se tratando da minha realidade latina americana, brasileira e especificamente cearense-potiguar, que é cercada e fundada em cima e em torno de inúmeras contradições. Não teríamos outra opção para vivermos do modo despojado e descontraído brasileiro, se não encarar a idéia otimista que nós trás essa sentença. Brecht mesmo tendo passado por duas guerras e presenciado o horror do nazismo alemão, produz a máxima otimista que cai como uma luva na nossa lógica brasileira vinculada maciçamente através daquela frase celebre que diz: “somos brasileiros e não desistimos nunca”, é por essa idéia que vivemos constantemente como eternos funambulistas na tentativa da sobrevivência e no controle da gangorra das contradições que nós cercam, vou me dar o prazer de citar as várias dessas oposições que nem de longe irão chegar próximo das reais quantidades existentes. Entre as que me refiro muitas delas vivencio diariamente.

Inicio com uma básica que está contida no livro O povo brasileiro de Darcy Ribeiro, segundo Darcy a primeira contradição que é fundada e instaurada no Brasil é referente a chegada dos europeus em nossas terras, como o mesmo descreve o que sucedeu foi o encontro “trágico”, de uma tripulação de pessoas empestadas de vírus e doenças que através dos tempos adquiriram imunidade aos agentes das mesmas, agravadas por meses e meses de viagem em caravelas que dispunham de uma básica ou mesmo inexistente estrutura de higiene, com índios atléticos e virgem de infecções que tinham o hábito constante de se banharem nas águas límpidas dos rios e mares brasileiros. Abro o parêntese aqui que a analise dessa contradição é bastante salutar aos olhos antropológicos. E não param por aí, em relação aos meios culturais acadêmicos e artísticos vinculo algumas das quais confesso são minhas preferidas, pois sempre que penso sobre elas só chego a conclusão que elas estão aí para nos ensinar melhor a lidar com nós mesmos, e realmente pensarmos em ações que pelo menos amenizem esses contrastes, entre elas estão: como se acredita em uma arte erudita, elitista, dotada de códigos específicos, que são compreensíveis somente para que tem acesso aos mesmos, quando grande parte da população brasileira é formada de semi-analfabetos, analfabetos funcionais e políticos que se quer têm acesso aos principais bens artísticos da humanidade? Como no universo da academia, que subtende-se deveria ser o lugar de pessoas esclarecidas, bem resolvidas emocionalmente e maduras intelectualmente e onde se vincula a idéia e a bandeira do humanismo, pode ocorrer uma luta de egos tão exacerbada que gera desmembramentos tamanhos que interfere na formação dos futuros formadores de opiniões e educadores do país? Qual a probabilidade da estrutura do ensino básico dar certo em nosso país diante da realidade encarada por diversos professores, que os alunos que vão para a escola com o suposto objetivo de aprenderem determinado conhecimento, vão na verdade em busca da comida de que não dispõem em suas casas? Como o artista do nosso estado e do país que paga para a produzir a própria arte e tem que dispor de “um amor a arte inabalável” não é aceito e respeitado em sua própria sociedade? Por que temos o velho ranço subserviente de só valorizar o que nos é mandado de além mar, pelos tops do mundo, e desvalorizamos tanto os nosso s pares, a nossa gente? Por que não cansamos de dizer que o problema da não compreensão da arte é da falta de “cultura” e “inteligência” do público e não de nós artistas que ás vezes teimamos em fazer uma arte narcisista que se fecha em nosso próprio mundo? Essas são algumas entre tantas questões que me instigam constantemente e me fazem repensar minha inserção na vida, no meio artístico, acadêmico. E para lidar com tantas indiosincrasias só mesmo a boa e velha poesia.

Patrícia Caetano

Artista Sutilmente Inconformada.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bando La Trupe e Oficina de Dança em Janduís/RN

(Matéria Retirada do Blog: http://ciranduis.blogspot.com)

OFICINA DE DANÇA:

Neste último final de semana (06 e 07/07) aconteceram em Janduís oficinas de dança, para grupos da cidade, monitores do PDA Carnaúba e artistas da área de dança.

Patrícia Caetano - Bando La Trupe

A oficina ministrada gratuitamente por Patrícia Caetano do Bando La Trupe, universitária recém-formada na área, aconteceu no salão de eventos da Secretaria Municipal do Trabalho, Habitação e Assistência Social nos horários de 08h às 11h e 14h às 17h.

Avaliação da oficina no domingo (07) a tarde

Patrícia, que é integrante do Movimento Escambo Popular Livre, se dispos a colaborar com Janduís, contou com o apoio da Casa de Cultura Vapor das Artes, Prefeitura Municipal de Janduís e PDA Carnaúba/Associação Santa Teresinha.