domingo, 3 de maio de 2009

Dorme Pequeno Burguês

Dorme pequeno burguês,
Esconde tua face amarga
Entre os pesadelos que te atormentam,
Busca sonhar acordado
Nas noites que te isolam,
Busca conforto eterno
Na morte de sua alma,
Acha no sepulcro de teus aposentos
O esconderijo interior,
Cospe suas letras erradas
No papel que te escuta,
Ouve nos braços da noite
A ultima oração cantada,
Prova de teu próprio veneno
Mesmo sendo amargo e forte,
Onde esta teus sonhos infantis?
Que te deixam neste momento,
Onde estão os amigos de ontem?
Que hoje não sorriem mais,
Onde esta a arte que te enche?
Que hoje te deixou tão seco,
Grita pras quatro paredes
Teus poemas imbecis,
Leia aquele soneto
Que era pra ser o ultimo,
Dorme pequeno burguês
Porque pode ser este sono,
O ultimo de sua historia.
( Emanuel Coringa)

Um comentário:

Brenda disse...

meus parabens mais uma vez!
adoorei'
es um poeta nato...
escreve com a alma
e nos proporciona grande encantamento!

beejinho's :)